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Durante ato político com Dilma, milhares de trabalhadores dizem não ao golpe

Mais de 1.500 Sem Terra se somaram a milhares de trabalhadores na manhã dessa terça-feira (26/04) em um Ato Político de Inauguração do Residencial Coração de Maria e Lagoa da Paixão, onde a presidenta da república, Dilma Rousseff, marcou presença com uma comitiva de representações políticas estaduais e nacionais.


O conjunto residencial está localizado no município de Simões Filho, e possui 2.800 habitações financiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida. 

Na oportunidade, diversos gritos de ordem vinham da plenária denunciando o golpe através do processo de impeachment, que tramita no congresso nacional, e em defesa da democracia. 

4 mil Sem Terra ocupam a Governadoria da Bahia e pautam a Reforma Agrária


“Não aceitamos mais a morosidade com que a pauta dos trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra vem sendo tratada pelo governador Rui Costa”, diz Evanildo Costa, da direção nacional do MST, na manhã dessa segunda-feira (25.04), durante ocupação à Governadoria do Estado da Bahia.

São mais de 4 mil Sem Terra, que estão mobilizados na capital baiana desde o dia 16/04, denunciando a violência no campo, defendendo a democracia e exigindo uma resposta a pauta de reivindicação entregue ao governo em março de 2015. 

De acordo com Lucineia Durães, da direção estadual do MST, é inaceitável que a Reforma Agrária esteja paralisada e que nossa pauta esteja sendo tratada com descaso.

“Para mim, o MST simboliza liberdade”


Com 18 anos de luta pela terra, a trabalhadora Sem Terra Creuza da Conceição, aos 49 anos, relembra os principais episódios de sua vida e a simbologia do MST para a construção de uma sociedade emancipada. 

Ela conta sua história durante ocupação à Secretaria de Planejamento (Seplan), que fortalece a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária e mobiliza mais de 4 mil Sem Terra na capital baiana.

Moradora do Assentamento Limoeiro, localizado no município de Igrapiúna, baixo sul baiano, Creuza fala das dificuldades enfrentadas assim que conhece o Movimento e sua inserção no processo organizativo.

“A universidade está pintada de povo, de luta e resistência”


A Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi pintada de povo, de luta e resistência histórica da classe trabalhadora “com a presença do MST”, afirmou a professora Celi Taffarel, nessa última quarta-feira (20), durante atividade de formação política e unidade popular. 

Com o tema “Reforma Agrária e violência no Campo: 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás”, a reitoria da UFBA foi ocupada por 600 pessoas, dentre elas, 500 Sem Terra, para debater o atual cenário político e denunciar os altos índices de violência no campo. 

Por um projeto feminista e popular, artistas ocupam o Campo Grande em defesa da democracia


Com cantos, poemas, danças e uma alegria contagiante, cerca de 300 mulheres realizaram na tarde dessa quinta-feira (14), um grande ato cultural e feminista denunciando a violência, defendendo a democracia e se posicionando contra o golpe. 

A ocupação aconteceu no Campo Grande, no centro de Salvador, e chamou atenção da população ao redor, que recebiam panfletos e debatiam, junto às manifestantes, a construção de um projeto popular para o país. 

Compreendendo o atual cenário político e a necessidade de estar nas ruas defendendo a democracia, Alba Cristina, artista e ialorixá, diz que “nós mulheres temos que nos unir, porque é ocupando o protagonismo, que não deixaremos o golpe acontecer”.

Sexta-feira terá ato em defesa da democracia em Salvador



Com a aproximação da votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, diversas mobilizações de movimentos e organizações populares se intensificam em todo país. 

Na capital baiana, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo se unem para realizar um grande ato político e cultural em defesa da democracia, que acontece nesta sexta-feira (15), a partir das 15h, no Campo Grande.

O ato será precedido de uma entrevista coletiva à imprensa, na qual as lideranças dos movimentos estarão à disposição para falar sobre o momento político e as ações desenvolvidas em todo estado. 

Duas fazendas são ocupadas no sul da Bahia por trabalhadores Sem Terra


Munidos de suas ferramentas de trabalho, cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra ocuparam, na madrugada deste último domingo (10), a fazenda Conjunto Presente, de 301 ha, em Una, e a fazenda Alto da Aliança, de 704 ha, em Arataca. 

Localizadas no sul da Bahia, os trabalhadores afirmam que as áreas estão abandonadas e com poucos funcionários.

“Nossa região é grande produtora de cacau e de diversas culturas da Mata Atlântica. Porém, com a chegada de algumas pragas, como a vassoura de bruxa na produção cacaueira, muitos latifúndios faliram por conta do monocultivo”, explica Neide Assunção, do MST. 

Famílias Sem Terra ocupam fazenda improdutiva de algodão e sofrem ameaças


Mais de 260 famílias ocuparam na madrugada dessa segunda-feira (11/4) a fazenda Bial, localizada no município de Iuiu, na região São Francisco.

Produtora de um grande monocultivo de algodão e soja, a fazenda se encontra com as atividades paralisadas e “com toda produção perdida”, diz os trabalhadores Sem Terra.

O gerente da fazenda e um advogado, acompanhados por uma viatura da Polícia Militar, ameaçaram as famílias afirmando que a ocupação não poderia acontecer e que deveriam sair, a qualquer custa, da área.

Pela Reforma Agrária e contra violência, MST realiza jornada de luta em toda Bahia


Para milhares de trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra de todo país, o mês de abril é marcado pelas diversas lutas contra o agronegócio e o sistema de exploração do capital. 

Na Bahia, as mobilizações populares e ocupações de latifúndios iniciaram no mês de março, com mais de 8 mil mulheres, e dará continuidade com várias ações em todo estado.

Com objetivo de dialogar com a população das cidades acerca do projeto de Reforma Agrária Popular, denunciar as contradições do agronegócio e as desigualdades sociais, as ações acontecerão no campo político, social e ambiental, repudiando a morosidade do sistema jurídico e o incremento nos índices de violência no campo.

Sem Terra fazem vigília em diversos Fóruns da Bahia e exigem justiça a Fábio Santos

Vigília em Teixeira de Freitas
Com velas, faixas, bandeiras, gritos de ordem e canções, que dão o tom as lutas pela terra, milhares de trabalhadores Sem Terra realizaram na noite deste domingo (3/3) diversas vigílias em memória e repúdio ao assassinato do militante Fábio Santos, que completou, no dia 02 de abril, 03 anos de impunidade. 

As vigílias aconteceram em frente aos Fóruns dos municípios de Eunápolis, Teixeira de Freitas, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Iramaia, Maracás, Barreiras e Feira de Santana. 

Em Iguaí, onde Fábio foi morto, a vigília aconteceu na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no centro da cidade, e centenas de trabalhadores realizaram diversas intervenções e místicas denunciando o agronegócio e repudiando a violência no campo.

Por outra política econômica, UEFS realiza ato em defesa da democracia


A comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) realiza nesta quarta-feira (31/03), no Anfiteatro, do módulo 2, um grande ato por outra política econômica e em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora. 

As atividades contarão com a participação de diversos Movimentos Populares e organizações sociais, juristas, servidores públicos, comunidade acadêmica e da sociedade feirense, afirmando a necessidade de se construir um projeto político para o Brasil através da democracia popular.

Povos do campo e cidade se posicionam contra o golpe, a mídia e o capitalismo internacional


Neste último domingo (20/3) a Teia dos Povos, formada por homens e mulheres do campo, da floresta e das cidades, negros e negras, LGBT, crianças e juventude, anciãs e anciãos, indígenas, quilombolas e povos de terreiro, assinaram o Manifesto da Teia dos Povos à Sociedade Brasileira. 

Com o objetivo de ser um instrumento de diálogo com a sociedade acerca do atual cenário político, o documento aponta a necessidade de construir lutas contra as constantes ameaças à democracia brasileira promovida pela elite, associada às mídias e a serviço do capitalismo internacional.

Pela democracia, mais de 150 mil trabalhadores ocupam as ruas em toda Bahia

Teixeira de Freitas contra o golpe
A Bahia parou em defesa da democracia. Este foi o sentimento que envolveu todos os trabalhadores e trabalhadoras que ocuparam as ruas nesta sexta-feira (18) para dizer: “não ao golpe”.

Diferente do dia 13, onde a direita foi as ruas e se mobilizaram em alguns centros urbanos, as lutas dessa sexta mostraram força e articulação com o povo em diversas cidades do estado. 

Em Salvador, foram mais 100 mil pessoas mobilizadas e no interior do estado, cerca de 50 mil em cidades como Teixeira de Freitas, Eunápolis, Itamaraju, Porto Seguro, Barreiras, Itabuna, Guanambi, Juazeiro, Vitória da Conquista, dentre outras. 

“A luta é para garantir a democracia”, afirma Frente Brasil Popular


Após o juiz Sérgio Moro ter vazado uma conversa entre a presidente da república, Dilma Rousseff, com o ex-presidente e atual ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, na noite desta quarta-feira (16), instaurou-se um clima de revolta nos trabalhadores e trabalhadoras. 

A Frente Brasil Popular na Bahia, formada por diversos movimentos e organizações populares, diante do ocorrido, afirma que “é um absurdo o Poder Judiciário passar por cima do Poder Executivo e vazar a conversa para imprensa”. Diz ainda que a ação é ilegal e precisa ser apurada com seriedade e em caráter de urgência.

Na Bahia, Frente Brasil Popular mobiliza milhares para o dia 18 em defesa da democracia


Com o objetivo de defender os direitos conquistados historicamente pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, a Frente Brasil Popular na Bahia convocou nesta última segunda-feira (14) toda população a ocupar as ruas na sexta-feira (18). 

Em Salvador, a concentração será no Campo Grande, centro da cidade, às 15 horas, e pretende mobilizar milhares em defesa dos direitos sociais, da democracia e contra o golpe.

As manifestações acontecerão também em diversas cidades do interior, como Juazeiro, Eunápolis, Vitória da Conquista e Itabuna.

As lutas populares impulsionam os debates em defesa da Petrobrás



Com os símbolos das organizações e movimentos populares que estão protagonizando as lutas pela democracia e contra retrocessos aos direitos da classe trabalhadora, foi realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta segunda-feira (14/03), uma Audiência Pública com o tema “Em defesa dos Campos Terrestres, Pré-sal e da Petrobrás”. 


Durante a audiência foi colocado em pauta a atual situação da Petrobrás e apontadas algumas saídas “diante da ofensiva conservadora do capital em privatizar e vender os campos terrestres da empresa”, afirmam os petroleiros.

No recôncavo baiano, Sem Terra estudam o atual cenário político e apontam desafios

Cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra se reuniram entre os dias 12 e 14/03 para realizar um amplo estudo do atual cenário político e projetar ações em defesa da Reforma Agrária Popular e da democracia brasileira. 


Os debates aconteceram no Acampamento Fábio Santos, em Aramari, no recôncavo baiano e construiu um calendário organizativo, apontando as lutas e os desafios enfrentados pelos Sem Terra no campo da produção, massificação, articulação e diálogo com a sociedade.

“A mineração é inimiga do povo brasileiro”, afirmam as mulheres Sem Terra


Durante ocupação, realizada neste sábado (5/3) à companhia Mirabela Mineração do Brasil, as trabalhadoras Sem Terra denunciam o modelo vigente de exploração mineral, afirmando que “não atende os interesses do povo brasileiro”. 

Enfatizam ainda, que este modelo precisa ser transformado através da luta e organização popular, discutindo a construção de outro método, com o protagonismo do povo e voltado aos interesses nacionais.

A Mirabela é uma empresa subsidiária da matriz australiana e explora a Mina, denominada Santa Rita, da qual é extraído sulfato de níquel, substância tóxica que em grande quantidade no corpo humano pode causar doenças como dermatite, além de má formação de fetos.

“A produção de alimentos saudáveis é uma arma contra o agronegócio”, afirmam os trabalhadores


Entre os dias 27 e 28/02, cerca de 320 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra, das brigadas Ernesto Che Guevara e Elias Gonçalves de Meura, realizaram mais um espaço de estudo, planejamento e articulação com o tema “Agroecologia, uma luta de todos”.

As atividades aconteceram no Pré Assentamento Margaridas Alves, localizado no município de Itabela (BA), e cumpriu o objetivo de fortalecer o debate acerca da produção agroecológica nos assentamentos e acampamentos, considerando os diferentes contextos sociais, ambientais e culturais da região.

Para os Sem Terra, a produção de alimentos saudáveis é uma arma política contra o agronegócio e precisa ser construída e debatida pela sociedade como um todo.

Novas famílias se somam a luta do Pré Assentamento Herdeiros de São João


Com o objetivo de reconhecer, rememorar e organizar mais 12 famílias na luta do Pré Assentamento Herdeiros do São João, no Prado, foi realizado, de 22 a 26/02, um curso de formação política com acompanhamento técnico e organizativo.

Os Sem Terra discutiram as demandas, a organização das famílias a partir da nucleação e afinidades de produção, bem como, a convivência e construção da agroecologia.