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“Para mim, o MST simboliza liberdade”


Com 18 anos de luta pela terra, a trabalhadora Sem Terra Creuza da Conceição, aos 49 anos, relembra os principais episódios de sua vida e a simbologia do MST para a construção de uma sociedade emancipada. 

Ela conta sua história durante ocupação à Secretaria de Planejamento (Seplan), que fortalece a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária e mobiliza mais de 4 mil Sem Terra na capital baiana.

Moradora do Assentamento Limoeiro, localizado no município de Igrapiúna, baixo sul baiano, Creuza fala das dificuldades enfrentadas assim que conhece o Movimento e sua inserção no processo organizativo.

“A mineração é inimiga do povo brasileiro”, afirmam as mulheres Sem Terra


Durante ocupação, realizada neste sábado (5/3) à companhia Mirabela Mineração do Brasil, as trabalhadoras Sem Terra denunciam o modelo vigente de exploração mineral, afirmando que “não atende os interesses do povo brasileiro”. 

Enfatizam ainda, que este modelo precisa ser transformado através da luta e organização popular, discutindo a construção de outro método, com o protagonismo do povo e voltado aos interesses nacionais.

A Mirabela é uma empresa subsidiária da matriz australiana e explora a Mina, denominada Santa Rita, da qual é extraído sulfato de níquel, substância tóxica que em grande quantidade no corpo humano pode causar doenças como dermatite, além de má formação de fetos.

Em solidariedade a centenas de trabalhadores, mulheres ocupam companhia de mineração



Em solidariedade a centenas de trabalhadores e trabalhadoras que perderam o seu emprego na companhia Mirabela Mineração do Brasil, cerca de 480 mulheres Sem Terra ocuparam na manhã deste sábado (5/3) a sede da mineradora, localizada no município de Itagibá, no Baixo Sul baiano. 

A empresa possui mais de 2 mil hectares e no último período iniciou um processo de demissões em massa de seus funcionários através de uma queda na exportação do minério. 

O foco de produção da empresa é o concentrado de Níquel, com 13% a 15%, e toda sua produção já foi vendida até 2014, sendo todo o concentrado para Finlândia. A produção anual de concentrado é transportada por 140 km pela BR 330 e 101 até o porto de Ilhéus, só então, é exportada.

Para avançar na Reforma Agrária, Sem Terra apontam desafios em intersetorial


O Seminário Intersetorial da brigada Dandara, realizado de 29/02 a 01/03, no Assentamento Ernesto Che Guevara, em Wenceslau Guimarães, contou com a participação de 120 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra. 

Para a direção da Brigada, o seminário apontou os desafios que os setores possuem para o trabalho nas áreas a partir do planejamento das lutas, que serão realizadas durante o ano. 

Além disso, a atividade contribuiu na formação de novos militantes e fortaleceu a organicidade do Movimento.

Pautando a agroecologia, Sem Terra realizam seminário no Baixo Sul


Trabalhadores Sem Terra, do setor de produção do MST no baixo sul baiano, se reuniram, entre os dias 26 e 27/02, para reafirmarem o compromisso da produção agroecológica e planejarem os passos que serão dados nas áreas de Reforma Agrária em defesa dos alimentos saudáveis. 

As atividades aconteceram na Escola do Campo Luana Carvalho, localizada no Assentamento Josinei Hipólito, em Ituberá, e contou com a participação de técnicos e da coordenação estadual do setor de produção. 

De acordo com Gilson Santana, do coletivo de produção, para superar o desafio de construir a agroecologia é necessário defender a natureza e o equilíbrio ecológico, aumentando a fertilidade do solo a partir do respeito a biodiversidade.

Seminário aponta a educação do campo como ferramenta de luta contra o capital


Nesta última sexta-feira (11/12) o Assentamento Oziel Alves, localizado em Wenceslau Guimarães, no Baixo Sul baiano, foi palco do 1º Seminário de Educação do Campo e Agroecologia.

Com o tema “Educação do campo e agroecologia. Por uma escola pública e popular” o seminário contou com a participação de 100 trabalhadores Sem Terra dos assentamentos e acampamentos do MST na região, afim de discutir o projeto popular de educação proposta pela classe trabalhadora em contraposição ao modelo do capital. 

Sem Terra estudam os desafios da Reforma Agrária Popular no baixo sul da Bahia


Cultivar, produzir, beneficiar, comercializar e alimentar o povo. Estes temas orientaram o 18º Encontro do MST na Regional Baixo Sul realizado entre os dias 04 e 06/12 no município de Ibirapitanga. 

Reunindo cerca de 350 trabalhadores Sem Terra de assentamentos e acampamentos da região, o encontro foi construído para fortalecer a mística e animação em torno da história dos 20 anos do Movimento na região, que será comemorado em 2017.

“Nossa tarefa é conquistar mais gente para defender nossa luta”, afirmou dirigente



“Nos comprometemos a produzir sem agrotóxicos, garantir a soberania alimentar, proteger a fauna e a flora, construir a Reforma Agrária Popular”, afirmou as trabalhadoras e trabalhadores Sem Terra no Encontro da Brigada Dandara realizado nos dias 21 e 22/11, em Gandu, no baixo sul da Bahia.

Cerca de 200 Sem Terra participaram do evento que propôs analisar o atual cenário político e construir lutas em defesa da democratização da terra e da Reforma Agrária.

Sem terrinha fortalecem a identidade camponesa no baixo sul


Conhecer as plantas, saber como cultivar o solo, preparar uma adubação orgânica e produzir alimentos saudáveis. Esses conhecimentos estiveram entre os conteúdos trabalhados na atividade conjunta das escolas Maria de Neuza e Mariana, em Camamu, realizadas nessa última terça-feira (17/11). 

Pela manhã, as atividades foram trabalhadas durante uma gincana que trouxe os elementos da produção de alimentos saudáveis, a importância da agricultura e a história da luta pela terra que deu origem aos assentamentos Paulo Freire e Mariana, onde vivem e estudam os Sem Terrinha.

Sem Terra se desafiam a fortalecer a agroecologia na Costa do Dendê


Cerca de 200 trabalhadores Sem Terra realizaram entre os dias 14 e 15/11 o Encontro da brigada Costa do Dendê, no Acampamento Marimbu, em Taperoá, no baixo sul baiano. 

De acordo com Lucinéia Durães, da direção estadual do MST, o encontro cumpriu objetivo de continuar com o processo de formação das trabalhadoras e trabalhadores.

 “Temos muitos desafios dentro de nossos assentamentos e acampamentos. Fortalecer as práticas agroecológicas, a fim de garantir avanços na produção de alimentos é o primeiro deles. Por isso, é necessário estudar”, destacou Durães.

Famílias conquistam trator no baixo sul da Bahia


Fruto das lutas em defesa da Reforma Agrária, as famílias do Assentamento Limoeiro, localizado no município de Igrapiúna, no baixo sul da Bahia, receberam na manhã desta quinta-feira (05) um trator do Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Segundo a CAR, o equipamento tem o objetivo de impulsionar, melhorar e garantir o desenvolvimento agrícola na produção das famílias.

Já para os Sem Terra, o trator representa uma conquista coletiva, sendo mais um passo dado na construção da Reforma Agrária.

Trabalhadores comemoram a conquista da terra no baixo sul da Bahia


Após oito anos acampados às margens da BR 101, nas proximidades do centro de Wenceslau Guimarães, no baixo sul baiano, 45 famílias Sem Terra conquistaram o seu pedaço de chão. Onde antes estava localizada a Fazenda Oriental de um único proprietário, agora chama-se Assentamento Candelária. 

Em comemoração à essa conquista dos trabalhadores foi realizada nesta segunda-feira (29) uma grande assembleia de cunho político com todas as famílias do assentamento com o objetivo de reafirmar a continuidade da luta em defesa da Reforma Agrária.